sábado, 13 de maio de 2017

Some Ride

Sorte. Apesar de tudo, de todos os meus desacertos, meus descaminhos, inclusive aqueles que a vida me ofereceu sem eu ter pedido, sei e confio verdadeiramente na minha sorte por ser e viver como sou e vivo. Grande parte desse sentimento se associa ao fato de, desde muito jovem, sempre ter existido um lugar no mundo (um ninho, rs) que eu pudesse chamar de meu. Com o exato entendimento e sensação de pertencer a este lugar.  E mesmo quando eu sentia que algo (força?) externo à minha vontade original me empurrava para fora de onde eu estava, pouco tempo depois a sensação do pertencimento voltava a se fazer presente. Muita sorte isso!

Um pensamento: é feliz quem tem um lugar onde gosta de ficar. Outro: será que essa felicidade se aloja nas coisas, no espaço, na composição de tudo o que fizemos nesse lugar? Penso que não. As materialidades do “nosso” lugar apenas são a face visível de todas as lembranças que a elas associamos. Elas são os registros de nossas possibilidades de ser feliz. A felicidade verdadeira, aquela que nos faz ter vontade de respirar sempre e novamente só possui uma origem: o amor. Para mim é muito simples: não acredito que alguém que pensa não precisar de nada pra ser feliz possa amar alguma coisa; assim como não acredito que alguém que não ama nada possa se sentir realmente feliz.

O amar é condição primeira do ser feliz. Mais: amar não é um meio, nem um fim, ou um princípio, nem destino. O amar é uma condição!

O amor não se percebe - nem é para perceber. O amor é simplesmente um estado de quem se sente; é a nossa alma a desatar os nós com que a vida (e nossas “racionais” escolhas) traçou nosso enredo.

Amar é arriscar. Tudo!

PS1: Uma semana de “férias” em Tampa. Estava merecendo! (rs) Voltei hoje à tarde. Não cheguei nem perto da empresa! Nem virtualmente... Uma semana...

PS2: Quando estamos de mãos dadas me sinto como num barco. Sobre as ondas navegamos. E mesmo que as ondas se agitem, nossas mãos juntas são como âncoras feitas da mesma matéria dos oceanos. Navegando por aquilo que somos, nossos corpos se misturam. E o que existe dentro de mim e dentro de você se espalha ao nosso redor. Sem fronteiras e suas necessidades. Eu sei que você entende o que eu digo e também o que eu não sei dizer. Entende meus olhos e minha respiração. E eu... amo você.

PS3: Você me emociona tanto, mas tanto, que eu apenas só consigo me sentir feliz...

... All I need is a reason to ride, and I'll ride all right…


terça-feira, 11 de abril de 2017

Am I a Hidden Treasure?

Agora sim, está como eu gosto! Nunca acima de 20 graus! Começo a apreciar as belezas do lugar. Que ficam ainda mais belas quando temos algo que palavra alguma expressa melhor: esperança!

Joint Venture. Mas, não são duas empresas! Cria-se uma, então. Mas, existe alguma chance da “mãe” encarar essa "aventura" (rs) com um filho tresloucado, que nem consegue se sustentar? Se for mãe de verdade... Planilhas, cálculos, noites nevadas, receios... haja esperança! É tudo tão diferente quando consideram você como alguém que, de fato, só está interessado em construir um novo caminho para todos. E nem é preciso que se fale explicita e objetivamente, pois os olhares e as proximidades revelam muito mais que as palavras. Tão bom isso!

E cinde aqui e funde ali e encaixa e estorna e... fácil não é, definitivamente! Acabou? Ainda não. No entanto, quase tenho certeza. Pra que serve a esperança, não é! Big Boss já comprou. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (rs)

PS: Nesse ínterim, foi um pra cá e dois pra lá. Tão bom esses encontros! Além do que... é primavera. Dessa vez teve um banjo maravilhoso! Alguém aí, por acaso, já foi chamado de “hidden treasure”? Quase morro de vergonha! (rs)


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Where Does The Time Go?

Primeiro Mês.

Primeiros dias: como era de se esperar, quase todos, diretor, gerentes, supervisores, muito desconfiados. Poucos diálogos, até porque me parecia ser do conhecimento da maioria o desfecho das operações. E me viam como alguém que, burocraticamente, iria cumprir decisões tomadas e datas programadas. No fundo, ao menos naqueles dias, isso me dava algum alívio. Faltava apenas um pequeno (esses pequenos demoníacos!) detalhe: eu não poderia me envolver. Porque eu me conheço bem e sei que, com algum envolvimento - em especial no nível pessoal - esse tipo de “ação” fica bem mais intrincado.

Os dias foram passando, as guardas (deles e minhas) foram baixando e, como não sou tão frio e sisudo quanto pareço (rs), fui me aproximando de alguns - em especial dois supervisores - e talvez, pela primeira vez, ouvindo uma nova versão para a situação geral a que se chegou por aqui. Aliás, esta é outra “marca” que trago forte em minha vida profissional: ouvir, tanto quanto possível, os vários lados das “explicações” existentes para um mesmo problema. Sempre acabo por me surpreender pela forma como muitos tomam decisões incompletas, ou mesmo erradas, simplesmente por não terem acesso aos  vários ângulos das questões. Por aqui, parece que está acontecendo algo nessa linha.  

Então existe um drama: onde não havia (aparentemente) drama algum, eu começo a enxergar um. Então existe um emocional: o deles e o meu. Então existe (será? ou um lado de mim é que quer acreditar?) uma alternativa. Complexa, pedregosa, repleta de idas e vindas, entretanto uma alternativa. Ou uma combinação de alternativas?

Pela segunda vez na história deste blog, tenho que me expressar condignamente: QUE MERDA!

PS1: Esta semana (primeira ida?) dei um “pulinho” em Tampa. 3 dias. God bless warm! (rs) Voltei hoje pela manhã. De certa forma ainda não consigo, mesmo agora, determinar se o motivo (pretexto?) dessa viagem foi bem desenvolvido. Ou sei? No final das contas, valeu a pena. Esclareci pontos que ainda me incomodavam muito. E levantei outros... muito trabalho pela frente!

PS2: Hesitei bastante… quer dizer, só um pouquinho (rs). Ontem à noite, fui ver aquele que – sempre! - traz sossego e anarquia a este pobre coração. Eu estava bem seguro, modo racional em “on” absoluto (não entendo como ainda não aprendi que esse tipo de sensação é quase certeza do inverso absoluto!); tudo corria bem, até que veio o intervalo. E bastou sua proximidade física! Costumo não acreditar nessas coisas, mas deve existir algo - vibração, energia, sei lá – que me atinge fisicamente de tal forma, que nem pareço ser o mesmo de poucos segundos antes. É como se eu ficasse mais leve, mais desamarrado, não dá pra explicar.

PS3: Ele nunca deixa por menos. É uma tamanha maciez, frescor, envolvimento, sedução... e, pra fechar a noite com chave de ouro, canta, em solo/violão, uma canção que me desmontou por completo. Só faltou eu desabar em choro (foi por um triz).

“Você está hospedado onde? Vamos comer alguma coisa? Quer dar umas voltas?”  

“Vamos fazer o seguinte: hoje você é o adulto aqui (rs). Eu sou apenas o estrangeiro, o perdido, o sem direção. E me confio em suas mãos...”

… Life doesn't always give us answers
Some dots they won't connect until the years go by
If we're not meant to be together
Some day we'll know the reasons why…