domingo, 8 de outubro de 2017

Get Back

Cena
Sábado passado, fim de tarde, frio, chuva, calmaria. Bom vinho. Ele, sentado no chão, envolvido em seu mundo, sua música, sua voz. Eu, apenas ouvindo. E vagando por aí...

Guillemots
... You got me off the paper round
Just sprang out of the air
The best things come from nowhere
I love you, I don't think you care…

Ele sabe me fazer voar!

Apaixonar-se por alguém não é tão difícil assim. Até porque estar apaixonado não significa estar pronto para amar. A paixão é um voo, um belo e grandioso voo! E se embarcamos nele é porque somos impelidos pelo nosso espírito, ansioso por ver o mundo de um ponto o mais alto possível. Assim, voamos livres de qualquer amarra, soltos até dos nossos próprios pensamentos. Passamos a duvidar de muitas convicções enraizadas, perdemos medos imemoriais, respiramos o mais puro ar jamais imaginado! Olhamos no espelho e conseguimos ver outro alguém no lugar de um velho alguém que nos acostumamos a ver durante anos e anos e anos. Esse é o caminho que percorremos pela paixão. Esse é o caminho que tenho percorrido há mais de um ano.

Agora
Novamente um fim de ciclo. Amanhã, de volta a Tampa. Penso que cumpri minha missão por aqui. Não me sinto capaz de escrever sobre como tudo se resolveu finalmente. Existe uma carga emocional muito forte ainda. Em resumo, me sinto humano. Mais humano do que nunca! Provável que fiz, profissionalmente, a mais linda (e humana) tarefa da minha vida. E se a saudade bater, sei que tenho portas totalmente abertas pra mim.

E agora?
Será que o amo? A sensação nesse momento é que, lentamente, aterrizei do meu voo. E o que vejo é a construção de uma cumplicidade imensa entre nós dois; uma comunicação que se faz não apenas por palavras, mas também por olhares, gestos e modos de silenciar, que beiram à perfeição da simplicidade! Como quando ele ensaia uma nova canção, despretensiosamente sentado no chão, numa tarde chuvosa. E eu o observo atentamente, sabendo que o meu silêncio é a melhor forma de estar em comunhão com ele.

E isso só pode ser amor...



domingo, 30 de julho de 2017

Surprise?

Eu estou bem. Incrível, mas sim, eu estou bem! Se alguém ousasse (rs) aventar, por mais pálida hipótese que fosse, sobre todos os acontecimentos dos últimos dias, eu mandaria internar rapidamente! Será que, agora, não sou eu quem deve ser internado?

Ele chegou baixo astral, é fato. Algumas horas – e algumas doses depois – éramos os mesmos bons e velhos amigos falando (desbragadamente!) sobre tudo. Não lembro a hora que o sono chegou. Pra falar a verdade, e pelo subsequente, pudemos constatar que ele não havia chegado, se é que me entendem! E não teve climão, nem nada digno de rubor, ou constrangimento. Fomos (atenção ao plural) tomar banho e, num átimo (rs), estávamos na minha cama. (Aqui entra a parte da constatação de que o sono não estava presente...).

Hipótese 1: Essa bebedeira maldita! Nonono... nos dias seguintes não bebemos, senão café.
Hipótese 2: Esfriei com... Também penso que não. Ao menos conscientemente.
Hipótese 3: Virei galinha! Humm... sem ganas de sair, devassamente, por aí.
Hipótese 4: ... quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas dos planetas...

Culpa? Nenhuma. Fidelidade, lealdade... amanhã meditarei sobre...

PS1: Acabei de voltar do aeroporto. Ele tem compromissos importantes e não pode ficar mais tempo por aqui. Em setembro, ou ele volta, ou, quem sabe, eu tire uns dias pra voar...

PS2: Já que meu padrão foi destroçado (rs), nada melhor do que um vídeo “off standard”...

PS3: Um clássico: acho que não preciso nomear banda/música...



domingo, 23 de julho de 2017

Pontos. Vírgulas, Reticências...

Nem sempre tudo é como planejamos ou queremos. Como o projeto ainda não “engrenou”, sem férias (e sem visitinha à minha pátria querida, rs). Foi decisão minha. Sei que uma ausência, por alguns dias, não comprometeria o desenrolar das coisas. Prefiro não vacilar. Até porque penso em voltar pra Tampa (ou alguma nova localidade, nunca se sabe) antes do final do ano.

“Então você não vem comigo pra Londres?”
Não. Até porque o plano, se me recordo bem, era outro. Ou esqueceu que você havia prometido que me acompanharia até o Brasil?

(Discutir é como abrir a válvula de segurança do amor, deixá-lo respirar. É uma forma de, aliviando as arestas, poder fazer com que regresse à sua estrada original. Um progresso eu conseguir pensar assim...).

Nesse ínterim... uma ligação, há tempos adiada. Até que ponto eu não honrei uma amizade de uma quase vida inteira?! Parece que nada deu certo pra ele. Uma pena. De verdade, mesmo que eu negue, existe um elo muito forte entre a gente. Muitas noites, sozinho, eu sentia que precisava dele até para poder melhor pensar em mim. Entretanto, também sentia que, provavelmente, eu faria mais mal do que bem, dado tudo o que já ocorreu entre nós. Bastou uma ligação... se tem algo que me desarvora é “ver” homem chorando. Eu perco meu eixo absolutamente!

(Será que também é amor sentir que alguém precisa da gente? Mesmo que ele não tenha pedido, pelo contrário... Quando um precisa do outro não significa que se exige um “cuidarmos do nós”?).

“Aquele seu amigo... como é mesmo o nome dele? Claudio... ele resolveu se vem mesmo passar uns dias aqui?”
Sim. Ele chega 2 dias após o seu embarque pra Londres.
  
Eu sou feliz. E não deixo de ser o que sempre fui. Apesar de saber que tenho mudado muito! Tenho vivido sem seguir “manuais” e descubro que a vida se tornou mais leve. O que reserva o futuro? Acho que não me preocupo mais com isso.

Partidas e chegadas. Amanhã, de volta ao mesmo aeroporto...

If I ever was in your secret house
Would I understand what it's all about?
'Cause now it seems, that the tragedies
Are surely not meant to be…