domingo, 23 de julho de 2017

Pontos. Vírgulas, Reticências...

Nem sempre tudo é como planejamos ou queremos. Como o projeto ainda não “engrenou”, sem férias (e sem visitinha à minha pátria querida, rs). Foi decisão minha. Sei que uma ausência, por alguns dias, não comprometeria o desenrolar das coisas. Prefiro não vacilar. Até porque penso em voltar pra Tampa (ou alguma nova localidade, nunca se sabe) antes do final do ano.

“Então você não vem comigo pra Londres?”
Não. Até porque o plano, se me recordo bem, era outro. Ou esqueceu que você havia prometido que me acompanharia até o Brasil?

(Discutir é como abrir a válvula de segurança do amor, deixá-lo respirar. É uma forma de, aliviando as arestas, poder fazer com que regresse à sua estrada original. Um progresso eu conseguir pensar assim...).

Nesse ínterim... uma ligação, há tempos adiada. Até que ponto eu não honrei uma amizade de uma quase vida inteira?! Parece que nada deu certo pra ele. Uma pena. De verdade, mesmo que eu negue, existe um elo muito forte entre a gente. Muitas noites, sozinho, eu sentia que precisava dele até para poder melhor pensar em mim. Entretanto, também sentia que, provavelmente, eu faria mais mal do que bem, dado tudo o que já ocorreu entre nós. Bastou uma ligação... se tem algo que me desarvora é “ver” homem chorando. Eu perco meu eixo absolutamente!

(Será que também é amor sentir que alguém precisa da gente? Mesmo que ele não tenha pedido, pelo contrário... Quando um precisa do outro não significa que se exige um “cuidarmos do nós”?).

“Aquele seu amigo... como é mesmo o nome dele? Claudio... ele resolveu se vem mesmo passar uns dias aqui?”
Sim. Ele chega 2 dias após o seu embarque pra Londres.
  
Eu sou feliz. E não deixo de ser o que sempre fui. Apesar de saber que tenho mudado muito! Tenho vivido sem seguir “manuais” e descubro que a vida se tornou mais leve. O que reserva o futuro? Acho que não me preocupo mais com isso.

Partidas e chegadas. Amanhã, de volta ao mesmo aeroporto...

If I ever was in your secret house
Would I understand what it's all about?
'Cause now it seems, that the tragedies
Are surely not meant to be…



domingo, 28 de maio de 2017

Born to Care # 2

Yes I do fear the day that I die.
Will you bring me water the day that my well runs dry?

Tem horas que a única coisa a se fazer é dar colo. Vontade de ter mil braços e mãos só pra afagar os cabelos, acalmar, amainar todas as fragilidades. Mas não tem colo suficiente! Sei que muito do que sinto é consequência do que já vivi. Sei que, apesar da aparência, ele não é tão frágil como sinto. Entretanto, bastam alguns olhares, algumas pequenas trocas de palavras e esse meu sentir transborda. Será que isso é bom?

Adoro dirigir, ele cansado ao meu lado, recosta sua cabeça em meu corpo e adormece. Ou, como há pouco, literalmente em meu colo, respirando pausadamente. Ele sempre diz que são os momentos em que se sente totalmente seguro. E que ele não quer nada mais que isso, essa certeza de poder não pensar em nada, entregando pra mim a sua alma. Tem colo suficiente?

Life is so beautiful that death has fallen in love with it.

Uma frase que ele disse hoje me assustou muito. Ele falou que, quando está comigo, é como se o seu coração conseguisse falar direto com o meu, sem a necessidade do uso das palavras, apenas pela proximidade de nossos corpos. Quantas vezes, lá no passado, meu outro amor dizia coisas quase que exatamente dessa forma! E eu me sentia, como hoje, forte, mas insuficiente ao mesmo tempo! É uma felicidade doída de tão grande... uma explosão que se contém, embora requeira cada vez mais espaço pra se expandir.

Se amar é não ser minimamente egoísta; se amar é ter cuidado com tudo, até com as pequenas coisas que se revelam; se amar é pensar precipuamente em trazer felicidade, carinho e segurança a quem se ama, então posso dizer que estou amando. E sou amado.

You are so beautiful and I have fallen in love with you.

PS: E do jeito que tudo está caminhando, mais cedo do que penso não terei mais que ficar angustiado por apenas poder ouvir sua voz à distância. Que o bom filho torne à sua casa...



sábado, 13 de maio de 2017

Some Ride

Sorte. Apesar de tudo, de todos os meus desacertos, meus descaminhos, inclusive aqueles que a vida me ofereceu sem eu ter pedido, sei e confio verdadeiramente na minha sorte por ser e viver como sou e vivo. Grande parte desse sentimento se associa ao fato de, desde muito jovem, sempre ter existido um lugar no mundo (um ninho, rs) que eu pudesse chamar de meu. Com o exato entendimento e sensação de pertencer a este lugar.  E mesmo quando eu sentia que algo (força?) externo à minha vontade original me empurrava para fora de onde eu estava, pouco tempo depois a sensação do pertencimento voltava a se fazer presente. Muita sorte isso!

Um pensamento: é feliz quem tem um lugar onde gosta de ficar. Outro: será que essa felicidade se aloja nas coisas, no espaço, na composição de tudo o que fizemos nesse lugar? Penso que não. As materialidades do “nosso” lugar apenas são a face visível de todas as lembranças que a elas associamos. Elas são os registros de nossas possibilidades de ser feliz. A felicidade verdadeira, aquela que nos faz ter vontade de respirar sempre e novamente só possui uma origem: o amor. Para mim é muito simples: não acredito que alguém que pensa não precisar de nada pra ser feliz possa amar alguma coisa; assim como não acredito que alguém que não ama nada possa se sentir realmente feliz.

O amar é condição primeira do ser feliz. Mais: amar não é um meio, nem um fim, ou um princípio, nem destino. O amar é uma condição!

O amor não se percebe - nem é para perceber. O amor é simplesmente um estado de quem se sente; é a nossa alma a desatar os nós com que a vida (e nossas “racionais” escolhas) traçou nosso enredo.

Amar é arriscar. Tudo!

PS1: Uma semana de “férias” em Tampa. Estava merecendo! (rs) Voltei hoje à tarde. Não cheguei nem perto da empresa! Nem virtualmente... Uma semana...

PS2: Quando estamos de mãos dadas me sinto como num barco. Sobre as ondas navegamos. E mesmo que as ondas se agitem, nossas mãos juntas são como âncoras feitas da mesma matéria dos oceanos. Navegando por aquilo que somos, nossos corpos se misturam. E o que existe dentro de mim e dentro de você se espalha ao nosso redor. Sem fronteiras e suas necessidades. Eu sei que você entende o que eu digo e também o que eu não sei dizer. Entende meus olhos e minha respiração. E eu... amo você.

PS3: Você me emociona tanto, mas tanto, que eu apenas só consigo me sentir feliz...

... All I need is a reason to ride, and I'll ride all right…