domingo, 30 de julho de 2017

Surprise?

Eu estou bem. Incrível, mas sim, eu estou bem! Se alguém ousasse (rs) aventar, por mais pálida hipótese que fosse, sobre todos os acontecimentos dos últimos dias, eu mandaria internar rapidamente! Será que, agora, não sou eu quem deve ser internado?

Ele chegou baixo astral, é fato. Algumas horas – e algumas doses depois – éramos os mesmos bons e velhos amigos falando (desbragadamente!) sobre tudo. Não lembro a hora que o sono chegou. Pra falar a verdade, e pelo subsequente, pudemos constatar que ele não havia chegado, se é que me entendem! E não teve climão, nem nada digno de rubor, ou constrangimento. Fomos (atenção ao plural) tomar banho e, num átimo (rs), estávamos na minha cama. (Aqui entra a parte da constatação de que o sono não estava presente...).

Hipótese 1: Essa bebedeira maldita! Nonono... nos dias seguintes não bebemos, senão café.
Hipótese 2: Esfriei com... Também penso que não. Ao menos conscientemente.
Hipótese 3: Virei galinha! Humm... sem ganas de sair, devassamente, por aí.
Hipótese 4: ... quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas dos planetas...

Culpa? Nenhuma. Fidelidade, lealdade... amanhã meditarei sobre...

PS1: Acabei de voltar do aeroporto. Ele tem compromissos importantes e não pode ficar mais tempo por aqui. Em setembro, ou ele volta, ou, quem sabe, eu tire uns dias pra voar...

PS2: Já que meu padrão foi destroçado (rs), nada melhor do que um vídeo “off standard”...

PS3: Um clássico: acho que não preciso nomear banda/música...



domingo, 23 de julho de 2017

Pontos. Vírgulas, Reticências...

Nem sempre tudo é como planejamos ou queremos. Como o projeto ainda não “engrenou”, sem férias (e sem visitinha à minha pátria querida, rs). Foi decisão minha. Sei que uma ausência, por alguns dias, não comprometeria o desenrolar das coisas. Prefiro não vacilar. Até porque penso em voltar pra Tampa (ou alguma nova localidade, nunca se sabe) antes do final do ano.

“Então você não vem comigo pra Londres?”
Não. Até porque o plano, se me recordo bem, era outro. Ou esqueceu que você havia prometido que me acompanharia até o Brasil?

(Discutir é como abrir a válvula de segurança do amor, deixá-lo respirar. É uma forma de, aliviando as arestas, poder fazer com que regresse à sua estrada original. Um progresso eu conseguir pensar assim...).

Nesse ínterim... uma ligação, há tempos adiada. Até que ponto eu não honrei uma amizade de uma quase vida inteira?! Parece que nada deu certo pra ele. Uma pena. De verdade, mesmo que eu negue, existe um elo muito forte entre a gente. Muitas noites, sozinho, eu sentia que precisava dele até para poder melhor pensar em mim. Entretanto, também sentia que, provavelmente, eu faria mais mal do que bem, dado tudo o que já ocorreu entre nós. Bastou uma ligação... se tem algo que me desarvora é “ver” homem chorando. Eu perco meu eixo absolutamente!

(Será que também é amor sentir que alguém precisa da gente? Mesmo que ele não tenha pedido, pelo contrário... Quando um precisa do outro não significa que se exige um “cuidarmos do nós”?).

“Aquele seu amigo... como é mesmo o nome dele? Claudio... ele resolveu se vem mesmo passar uns dias aqui?”
Sim. Ele chega 2 dias após o seu embarque pra Londres.
  
Eu sou feliz. E não deixo de ser o que sempre fui. Apesar de saber que tenho mudado muito! Tenho vivido sem seguir “manuais” e descubro que a vida se tornou mais leve. O que reserva o futuro? Acho que não me preocupo mais com isso.

Partidas e chegadas. Amanhã, de volta ao mesmo aeroporto...

If I ever was in your secret house
Would I understand what it's all about?
'Cause now it seems, that the tragedies
Are surely not meant to be…



domingo, 28 de maio de 2017

Born to Care # 2

Yes I do fear the day that I die.
Will you bring me water the day that my well runs dry?

Tem horas que a única coisa a se fazer é dar colo. Vontade de ter mil braços e mãos só pra afagar os cabelos, acalmar, amainar todas as fragilidades. Mas não tem colo suficiente! Sei que muito do que sinto é consequência do que já vivi. Sei que, apesar da aparência, ele não é tão frágil como sinto. Entretanto, bastam alguns olhares, algumas pequenas trocas de palavras e esse meu sentir transborda. Será que isso é bom?

Adoro dirigir, ele cansado ao meu lado, recosta sua cabeça em meu corpo e adormece. Ou, como há pouco, literalmente em meu colo, respirando pausadamente. Ele sempre diz que são os momentos em que se sente totalmente seguro. E que ele não quer nada mais que isso, essa certeza de poder não pensar em nada, entregando pra mim a sua alma. Tem colo suficiente?

Life is so beautiful that death has fallen in love with it.

Uma frase que ele disse hoje me assustou muito. Ele falou que, quando está comigo, é como se o seu coração conseguisse falar direto com o meu, sem a necessidade do uso das palavras, apenas pela proximidade de nossos corpos. Quantas vezes, lá no passado, meu outro amor dizia coisas quase que exatamente dessa forma! E eu me sentia, como hoje, forte, mas insuficiente ao mesmo tempo! É uma felicidade doída de tão grande... uma explosão que se contém, embora requeira cada vez mais espaço pra se expandir.

Se amar é não ser minimamente egoísta; se amar é ter cuidado com tudo, até com as pequenas coisas que se revelam; se amar é pensar precipuamente em trazer felicidade, carinho e segurança a quem se ama, então posso dizer que estou amando. E sou amado.

You are so beautiful and I have fallen in love with you.

PS: E do jeito que tudo está caminhando, mais cedo do que penso não terei mais que ficar angustiado por apenas poder ouvir sua voz à distância. Que o bom filho torne à sua casa...



sábado, 13 de maio de 2017

Some Ride

Sorte. Apesar de tudo, de todos os meus desacertos, meus descaminhos, inclusive aqueles que a vida me ofereceu sem eu ter pedido, sei e confio verdadeiramente na minha sorte por ser e viver como sou e vivo. Grande parte desse sentimento se associa ao fato de, desde muito jovem, sempre ter existido um lugar no mundo (um ninho, rs) que eu pudesse chamar de meu. Com o exato entendimento e sensação de pertencer a este lugar.  E mesmo quando eu sentia que algo (força?) externo à minha vontade original me empurrava para fora de onde eu estava, pouco tempo depois a sensação do pertencimento voltava a se fazer presente. Muita sorte isso!

Um pensamento: é feliz quem tem um lugar onde gosta de ficar. Outro: será que essa felicidade se aloja nas coisas, no espaço, na composição de tudo o que fizemos nesse lugar? Penso que não. As materialidades do “nosso” lugar apenas são a face visível de todas as lembranças que a elas associamos. Elas são os registros de nossas possibilidades de ser feliz. A felicidade verdadeira, aquela que nos faz ter vontade de respirar sempre e novamente só possui uma origem: o amor. Para mim é muito simples: não acredito que alguém que pensa não precisar de nada pra ser feliz possa amar alguma coisa; assim como não acredito que alguém que não ama nada possa se sentir realmente feliz.

O amar é condição primeira do ser feliz. Mais: amar não é um meio, nem um fim, ou um princípio, nem destino. O amar é uma condição!

O amor não se percebe - nem é para perceber. O amor é simplesmente um estado de quem se sente; é a nossa alma a desatar os nós com que a vida (e nossas “racionais” escolhas) traçou nosso enredo.

Amar é arriscar. Tudo!

PS1: Uma semana de “férias” em Tampa. Estava merecendo! (rs) Voltei hoje à tarde. Não cheguei nem perto da empresa! Nem virtualmente... Uma semana...

PS2: Quando estamos de mãos dadas me sinto como num barco. Sobre as ondas navegamos. E mesmo que as ondas se agitem, nossas mãos juntas são como âncoras feitas da mesma matéria dos oceanos. Navegando por aquilo que somos, nossos corpos se misturam. E o que existe dentro de mim e dentro de você se espalha ao nosso redor. Sem fronteiras e suas necessidades. Eu sei que você entende o que eu digo e também o que eu não sei dizer. Entende meus olhos e minha respiração. E eu... amo você.

PS3: Você me emociona tanto, mas tanto, que eu apenas só consigo me sentir feliz...

... All I need is a reason to ride, and I'll ride all right…


terça-feira, 11 de abril de 2017

Am I a Hidden Treasure?

Agora sim, está como eu gosto! Nunca acima de 20 graus! Começo a apreciar as belezas do lugar. Que ficam ainda mais belas quando temos algo que palavra alguma expressa melhor: esperança!

Joint Venture. Mas, não são duas empresas! Cria-se uma, então. Mas, existe alguma chance da “mãe” encarar essa "aventura" (rs) com um filho tresloucado, que nem consegue se sustentar? Se for mãe de verdade... Planilhas, cálculos, noites nevadas, receios... haja esperança! É tudo tão diferente quando consideram você como alguém que, de fato, só está interessado em construir um novo caminho para todos. E nem é preciso que se fale explicita e objetivamente, pois os olhares e as proximidades revelam muito mais que as palavras. Tão bom isso!

E cinde aqui e funde ali e encaixa e estorna e... fácil não é, definitivamente! Acabou? Ainda não. No entanto, quase tenho certeza. Pra que serve a esperança, não é! Big Boss já comprou. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (rs)

PS: Nesse ínterim, foi um pra cá e dois pra lá. Tão bom esses encontros! Além do que... é primavera. Dessa vez teve um banjo maravilhoso! Alguém aí, por acaso, já foi chamado de “hidden treasure”? Quase morro de vergonha! (rs)


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Where Does The Time Go?

Primeiro Mês.

Primeiros dias: como era de se esperar, quase todos, diretor, gerentes, supervisores, muito desconfiados. Poucos diálogos, até porque me parecia ser do conhecimento da maioria o desfecho das operações. E me viam como alguém que, burocraticamente, iria cumprir decisões tomadas e datas programadas. No fundo, ao menos naqueles dias, isso me dava algum alívio. Faltava apenas um pequeno (esses pequenos demoníacos!) detalhe: eu não poderia me envolver. Porque eu me conheço bem e sei que, com algum envolvimento - em especial no nível pessoal - esse tipo de “ação” fica bem mais intrincado.

Os dias foram passando, as guardas (deles e minhas) foram baixando e, como não sou tão frio e sisudo quanto pareço (rs), fui me aproximando de alguns - em especial dois supervisores - e talvez, pela primeira vez, ouvindo uma nova versão para a situação geral a que se chegou por aqui. Aliás, esta é outra “marca” que trago forte em minha vida profissional: ouvir, tanto quanto possível, os vários lados das “explicações” existentes para um mesmo problema. Sempre acabo por me surpreender pela forma como muitos tomam decisões incompletas, ou mesmo erradas, simplesmente por não terem acesso aos  vários ângulos das questões. Por aqui, parece que está acontecendo algo nessa linha.  

Então existe um drama: onde não havia (aparentemente) drama algum, eu começo a enxergar um. Então existe um emocional: o deles e o meu. Então existe (será? ou um lado de mim é que quer acreditar?) uma alternativa. Complexa, pedregosa, repleta de idas e vindas, entretanto uma alternativa. Ou uma combinação de alternativas?

Pela segunda vez na história deste blog, tenho que me expressar condignamente: QUE MERDA!

PS1: Esta semana (primeira ida?) dei um “pulinho” em Tampa. 3 dias. God bless warm! (rs) Voltei hoje pela manhã. De certa forma ainda não consigo, mesmo agora, determinar se o motivo (pretexto?) dessa viagem foi bem desenvolvido. Ou sei? No final das contas, valeu a pena. Esclareci pontos que ainda me incomodavam muito. E levantei outros... muito trabalho pela frente!

PS2: Hesitei bastante… quer dizer, só um pouquinho (rs). Ontem à noite, fui ver aquele que – sempre! - traz sossego e anarquia a este pobre coração. Eu estava bem seguro, modo racional em “on” absoluto (não entendo como ainda não aprendi que esse tipo de sensação é quase certeza do inverso absoluto!); tudo corria bem, até que veio o intervalo. E bastou sua proximidade física! Costumo não acreditar nessas coisas, mas deve existir algo - vibração, energia, sei lá – que me atinge fisicamente de tal forma, que nem pareço ser o mesmo de poucos segundos antes. É como se eu ficasse mais leve, mais desamarrado, não dá pra explicar.

PS3: Ele nunca deixa por menos. É uma tamanha maciez, frescor, envolvimento, sedução... e, pra fechar a noite com chave de ouro, canta, em solo/violão, uma canção que me desmontou por completo. Só faltou eu desabar em choro (foi por um triz).

“Você está hospedado onde? Vamos comer alguma coisa? Quer dar umas voltas?”  

“Vamos fazer o seguinte: hoje você é o adulto aqui (rs). Eu sou apenas o estrangeiro, o perdido, o sem direção. E me confio em suas mãos...”

… Life doesn't always give us answers
Some dots they won't connect until the years go by
If we're not meant to be together
Some day we'll know the reasons why…


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sem Tempo

Estou um tanto enjoado de cinza. Sempre gostei de invernos, das cores do inverno, mas jamais imaginei que, algum dia, pudesse associar ao meu gostar a ideia de tédio, como venho experimentando por aqui. É como se a porta de entrada desta nova fase me levasse a mergulhar num imenso túnel cinza, a partir do qual não consigo vislumbrar onde isso irá terminar. O mais interessante (se é que posso dizer que existe algo interessante nisso tudo!) é que a sensação de tédio não vem acompanhada da sensação de um tempo monocórdio. Pelo contrário, quando um dia sempre apresenta uma nova surpresa, todos passam a ser como um mesmo dia. É nessa uniformidade quase perfeita que eu percebo minha vida agora, como se o tempo que decorre fosse algo muito breve, horas que sucedem como num abrir e fechar de olhos.

Eu sempre soube (ou intuía) que a intercalação de mudanças na vida, mesmo que fosse apenas em alguns aspectos não tanto significativos, poderia constituir um meio de se manter acesa a chama da própria vida. Algo como um refrescar a nossa sensação de tempo, de obter um rejuvenescimento, um reforço, e com isso a renovação da sensação da vida em geral. Sempre foi assim em todas as minhas mudanças. Agora, porém, tenho um componente novo: uma missão inglória, que, com certeza, não me trará nenhum “tesão” profissional (o único que nunca me abandonou, mesmo nas piores crises), além de me sentir sufocado por todo este entorno, sinceramente, habitat natural de tudo o que não consegue, nem nunca conseguirá despertar em mim a menor das paixões.

Como um corolário de todo esse “pré-sentimento”, me foi dado amplos poderes para decidir se tudo para, ou continua. E eu sei que deve parar. Não tem a menor hipótese de continuar! E, pior que tudo, não tenho o menor gosto (e, portanto, esforço) que continue. Ao menos tenho um tempo breve para consumar esta “missão”: tudo deve se resolver até o final desse primeiro semestre. O que significa/significará para minha carreira? Não sei dizer. Talvez um capítulo novo, ao lado de cisões, incorporações, reorganizações... desde que extinções seja algo digno de se incluir em algum currículo.

PS: Em relação à outra “parte” (o essencial, o que sou), até para “combinar” com o atual estado da arte, não vou mais procurar amarras. Não acho justo ter que partilhar com alguém tão jovem uma experiência cinza como esta em que me encontro. Ele me faz bem e eu faço bem a ele. Ele queria ficar. Não deixei. Minha proposta: vá e volte quando quiser, ou quando sentir necessidade. Nada por aqui pertence a ele, como também não a mim. Mas, eu escolhi. Não tem sentido ele ter que escolher. Quem sabe pode dar certo. Se não der... mais uma experiência que foi vivida.